Aprendendo a confiar nas próprias escolhas
Aprendendo a confiar nas próprias escolhas
A mente de quem pensa demais é um lugar barulhento.
Para a mulher hiperativa, tomar uma decisão raramente é o fim do processo. Costuma ser apenas o início de um novo ciclo de tortura mental.
O problema quase nunca está no ato de escolher, mas no que acontece nos minutos, dias ou semanas seguintes.
Existe uma ilusão muito comum de que pessoas seguras não sentem dúvida ou medo, mas isso não é verdade.
A diferença é que a pessoa segura não interpreta o frio na barriga pós-decisão como uma evidência de erro. Ela não fica se torturando e entende que o desconforto faz parte do processo.
Se você se pega constantemente voltando atrás, pedindo a opinião de meio mundo depois que a decisão já foi tomada ou tentando adivinhar todos os possíveis resultados de um caminho antes mesmo de andar por ele, talvez o que falta não seja clareza, mas aprender a sustentar o processo.
O custo invisível da dúvida permanente quando você não sustenta o que escolheu.
A escolha foi feita na prática, mas internamente você continua "em cima do muro".
Esse estado de indecisão crônica gasta uma energia ABSURDA. Muito mais energia do que a própria escolha exigiria de você.
Sustentar uma escolha significa aceitar duas realidades duras: Toda escolha exige um preço a pagar: Dizer "sim" para um caminho é, inevitavelmente, dizer "não" para todos os outros, entende?
A mente que pensa demais quer escolher o caminho A sem perder absolutamente nada do caminho B.
Isso não existe.
Enquanto você não aceitar que escolher é também perder algo, você vai continuar travada.
A certeza absoluta é uma ilusão: Você nunca terá 100% de garantia de que uma decisão vai dar certo antes de vivê-la e esperar ter certeza total para parar de repensar é uma forma sutil de alimentar sua insegurança.
Observe o movimento sutil que acontece quando a insegurança bate: você toma uma decisão: uma mudança de rota, um limite imposto, uma compra, um encerramento, mas minutos depois sente uma necessidade incontrolável de checar com a mãe, com a amiga ou com o parceiro o que eles acham.
Na superfície, parece que você só quer "conversar", mas no fundo, você está buscando por uma autorização.
Você quer que o outro diga "tudo bem, você fez o certo" para que a sua ansiedade diminua.
O problema é que a segurança que vem do outro dura muito pouco, pois na primeira crítica ou olhar de dúvida, a sua estrutura interna balança de novo.
Sustentar a sua escolha começa no momento em que você guarda essa decisão para si!
Quando você para de espalhar a sua dúvida em busca do aval dos outros, a sua autoridade interna ganha espaço para crescer.
Ficar do seu próprio lado e bancar o que você escolheu não tem nada a ver com teimosia ou com a obrigação de dar tudo certo de primeira.
Porque se as coisas saírem diferente do planejado, você ajusta a rota lá na frente. Mas a sua paz não vem do resultado perfeito; vem de saber que, aconteça o que acontecer, você não vai se punir nem se abandonar por ter tentado.
Sustentar uma escolha é um ato de respeito pela sua história e pelo que você sentia no momento em que decidiu. É olhar para si mesma no espelho e dizer: eu estou no comando, eu aceito o risco e eu resolvo o que vier.
Quero conhecer o RESTAURA